sexta-feira, 13 de julho de 2007

A noite

Há! A hora de dormir....nunca fui submetida a uma das máximas maternas mais comuns nas boas famílias brasileiras: "hora de ir pra cama". Mesmo porque, esta hora nunca foi muito definida na MINHA família. Não que ela não seja uma boa família, claro. Sempre me perguntei se a minha briga com o relógio, principalmente nas últimas horas de vigília, era fenotípica ou genotípica mesmo. Porque nunca - nem quando bebezinha - gostei de acordar cedo. Que dirá dormir cedo... tanta coisa pra fazer, justamente na hora em que as minhas idéias estão mais claras (ou menos confusas)! A ver: conversa com a alma gêmea, filmes, livros, revistas, internet, afazeres domésticos (pobre vizinha...), rabichos esquecidos nas horas de torpor matutino - ou de leseira vespertina....listas a tentar cumprir na manhã seguinte, planos para o fim de semana, para o ano, para a vida - e a minha oração. Deus que me perdoe. Quase sempre a oração fica pela metade, afogada no sono que teimo em espremer em poucas e desesperadas horas. Mas gosto da noite. Ela sempre foi boa companheira. É por ela que corro todo o meu dia. É para ela que correm todos os meus dias.
Noite aconchegante, noite convergente (escrevam o que digo, esta palavra será a "reengenharia" ou o "downsizing" do momento), noite promissora, noite curta....vida longa à noite!

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